estás fundo em nossa memória.
Tu conheces agora o mistério,
habitas o concerto dos mortos.
E quem garante,
não seja Mozart, o maestro?
Voa liberto, pássaro da ribalta.
E todas as luzes se acendam:
- o verdadeiro espetáculo começou! –
Roberto Massoni
No dia 01 de setembro de 2011 Greghi Filho faria 74 anos e entre nós esteve presente. Primeiramente, através de ato religioso na Igreja São José Operário às 18.30 hs e logo após, todos nós reverenciamos sua obra e personalidade artística através de Ritual de Memória realizado no Estúdio Tescom, à Av. Rodigues Alves, 195, em Santos.
A decoração interna totalmente voltada para o evento continha guarda-chuvas suspensos (alusão ao prêmio de melhor ator que Greghi conquistou como um dos homens do guarda-chuva na peça “Fando e Lis, de Arrabal), tecidos brancos e negros formando aconchegantes abóbadas acima do público que adentrava ao espaço cênico; inscrições com o nome do homenageado recobriam a parede lateral e cartões em branco convidavam os presentes a registrarem suas impressões.
Ao iniciar-se o ritual, Pedro Norato e Carla Lacerda saudaram a memória do ator, diretor teatral, dramaturgo, professor e homem das artes: Greghi Filho. Foi destacada a importância de projetos semelhantes para manter viva a memória de um artista que nos precedeu, abriu caminhos e deixou um legado de realizações que elevou o teatro santista, da época, a um patamar de prestígio e reconhecimento em todo o país. O escritor e dramaturgo Roberto Massoni, idealizador do evento, com o essencial apoio do Tescom, rememorou sua vivência de amizade e trabalho com o homenageado, a dedicação que este devotava à arte teatral e em meio a emoção visível entre os presentes, iniciou-se o programa da noite.
O Grupo Tescom, formado por alunos e professores do Núcleo de Teatro apresentou em performance impecável, um ensaio de “Fando e Lis”, com Tatiane Libor representando Patrícia Galvão, onde pudemos avaliar todo o impacto que esse texto, que iniciava o chamado “teatro do absurdo”, provocou em Santos em 1959. Lá estavam, também, os homens do guarda-chuva e suas caóticas atitudes interagindo com o casal que se debate num mundo onde o espanto e a irracionalidade habitam e envolvem seu insano e fragmentado cotidiano.
Liliane São Paulo e Romar Zacharias, logo a seguir, promoveram a leitura dramática de trechos de “Como Deus criou o mundo... e depois se arrependeu” e, ainda, Maria Luiza Paiva Diniz e Guilherme Zanin, ofertaram ao público os diálogos de “A farsa do príncipe invisível”. Rodrigo Marcondes, Juliana Vicma e Fábio (?) completaram o programa com a leitura de trechos de “Xeque-Mate”.
Após as apresentações, durante coquetel oferecido aos presentes, Roberto Massoni autografou seu livro: “Greghi Filho: Artista”, confeccionado pela Ed. Costelas Felinas, cuja venda será revertida para manter e conservar o “Acervo Greghi Filho”. Para o enriquecimento do acervo, três contribuições temos a destacar: Os originais datilografados de “Xeque-Mate” oferecidos por Rodrigo Marcondes, um desenho de Greghi Filho elaborado pelo cartunista Argemiro Antunes, o Miro, em 2002 e os originais de sete peças datilografadas que se encontravam em poder de Roberto Massoni.
Temos a salientar, ainda, a dedicação de todo o pessoal do Tescom, a simpatia e solicitude de Bete Fernandes, o apoio de Pedro Norato e Carla Lacerda e ao incentivo e primoroso auxílio de Célia Olga à elaboração do livro dedicado à Greghi Filho.
Para adquirir o e-book do livro ou o mesmo impresso entre em contato diretamente com o autor massoni2008@hotmail.com
